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Resenha: De Lukov, com Amor | Um enemies to lovers lento, intenso e inesquecível 🍒🍒🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 6 de mai.
  • 5 min de leitura

Eu não acredito que fiquei tanto tempo sem pegar esse livro para ler. De Lukov, com Amor estava na minha estante há cerca de um ano, e, sinceramente, isso parece tempo demais para um livro da Mariana Zapata. Agora que finalmente li, entendi completamente por que tanta gente fala com tanto carinho dessa história. Foi uma leitura que me conquistou aos poucos, mas de forma muito certeira, e no fim eu fiquei com aquela sensação deliciosa de ter encontrado exatamente o tipo de romance que eu precisava.



A história acompanha Jasmine Santos e Ivan Lukov, dois patinadores artísticos extremamente talentosos que passam anos se provocando, brigando e se enfrentando em uma relação marcada por atritos constantes. Quando Ivan e a treinadora Lee abordam Jasmine com a proposta de se tornarem parceiros na patinação em pares, ela hesita no começo, o que é totalmente compreensível considerando o histórico dos dois. Mas, ao mesmo tempo, a oportunidade era grande demais para ser ignorada. A partir daí, o livro se desenvolve como uma construção lenta, gradual e muito satisfatória, mostrando como dois personagens que começaram como praticamente inimigos vão, aos poucos, criando uma parceria forte, profunda e cheia de química.

Uma das coisas que mais gostei nessa leitura foi justamente ver o processo acontecendo sem pressa. O relacionamento de Jasmine e Ivan não nasce de uma hora para a outra. Ele vai sendo construído através de brigas, olhares, convivência, treinos, pequenas concessões e momentos de tensão silenciosa que deixam tudo ainda mais interessante. Há algo muito gostoso em acompanhar duas pessoas tão teimosas aprendendo a funcionar juntas, especialmente quando elas têm tanta personalidade e tanto orgulho. Foi muito bom perceber que, mesmo em meio às discussões e às farpas, existia respeito genuíno entre eles, principalmente pelo esporte, pela dedicação e pela trajetória que cada um carregava.

"Eu acredito em você. Em nós. Independentemente do que acontecer, você sempre será a melhor parceira que já tive. Você sempre será a pessoa mais batalhadora que já conheci. Sempre será só você."

E eu acho que esse ritmo é exatamente uma das maiores forças da Mariana Zapata. Muita gente reclama de o livro ser longo demais, mas, para mim, isso faz parte do charme da autora. Ela escreve histórias que dependem da construção dos personagens, da evolução da relação e do acúmulo de pequenos momentos que fazem o vínculo parecer verdadeiro. Nada aqui é apressado ou jogado de forma superficial. Tudo vai acontecendo aos poucos, com muito cuidado, e isso torna a recompensa final muito mais satisfatória. Quando Jasmine e Ivan finalmente se permitem ficar juntos de verdade, a sensação é de conquista. A leitura inteira parece ter nos preparado para aquele momento, e é justamente por isso que ele funciona tão bem.


A Jasmine foi, sem dúvida, uma protagonista que me conquistou bastante. Eu adorei sua língua afiada, sua personalidade espinhosa e o jeito direto com que ela encara o mundo. Ela não é uma personagem fácil de agradar, e nem tenta ser. Mas é justamente isso que a torna tão interessante. Ao longo da história, foi muito bonito ver seu crescimento, principalmente na forma como ela se relaciona com a família, com os irmãos e com a mãe. A Mariana Zapata fez um ótimo trabalho ao nos fazer entender o raciocínio dela, suas inseguranças, seus medos e sua vontade de ser melhor para as pessoas que ama. Isso deu muita profundidade à personagem e fez com que eu me sentisse ainda mais conectada a ela.

"Você sabe o que estou tentando dizer. Pode fazer o que quiser nesta vida, Jasmine. Mas quero que seja feliz. Quero que você seja valorizada."

E então tem o Ivan. O que dizer desse homem? Conhecê-lo foi um prazer. Ele tem aquela presença calma, forte e ao mesmo tempo muito cativante, que vai se revelando ainda mais à medida que a história avança. Gostei muito de ver como ele cuida dos seus animais, porque isso já me ganhou logo de cara, mas o que realmente me conquistou foi observar a maneira como ele lida com a Jasmine. Aos poucos, fica evidente o quanto ela significa para ele, e isso deixa a leitura ainda mais gostosa. A dinâmica entre os dois é cheia de implicância, mas também de cuidado, respeito e uma admiração mútua que cresce de forma muito bonita.


Outra coisa que eu amei foi a quantidade de teimosia, provocação e tensão entre os dois. Eles são mandões, obstinados, argumentativos e completamente incapazes de facilitar a própria vida — o que, claro, rende cenas hilárias e muito divertidas. Há uma energia de “ninguém cede primeiro” que funciona demais nesse tipo de romance, e eu achei que a Mariana Zapata soube explorar isso com muita inteligência. Mesmo quando eles estão brigando, existe sempre algo por trás: uma troca, uma química, uma curiosidade crescente. Isso deixa tudo muito mais viciante.

"Porque era fácil esquecer que o amor era complicado. Que alguém podia te amar e querer o melhor para você e, ao mesmo tempo, parti-la ao meio. Havia algo muito peculiar em amar alguém da maneira errada. Era possível amar demais alguém. Com muita força."

Também gostei muito de como o livro respeita o esporte. A patinação artística não está ali só como pano de fundo bonito; ela faz parte da identidade dos personagens, das escolhas que tomam e da forma como se enxergam. A dedicação de Jasmine e Ivan ao que fazem é evidente o tempo todo, e isso dá ainda mais peso à história. Eles não são apenas um casal em construção. Eles são dois atletas tentando alcançar algo muito grande, enquanto lidam com suas próprias vulnerabilidades e aprendem a confiar um no outro. Isso tornou o romance ainda mais completo para mim.

"— Todo mundo, Jasmine, todo mundo que é atleta, que é bem-sucedido, teve que desistir de muitas coisas. Alguns de nós mais do que outros. Você não é a primeira pessoa nem a última que percebe isso e se sente mal — ele começou a dizer, sua voz firme e uniforme. — Você não se torna bom em uma coisa sem sacrificar algo para ganhar tempo."

No fim das contas, De Lukov, com Amor foi exatamente o tipo de romance esportivo que eu amo: cheio de implicância, desenvolvimento gradual, química deliciosa e personagens que realmente parecem merecer o final que estão construindo juntos. Foi uma leitura longa, sim, mas daquelas longas que valem cada página. Eu adorei acompanhar a evolução de Jasmine e Ivan, adorei a tensão entre eles e adorei a forma como tudo foi se encaixando aos poucos até chegar em um final extremamente satisfatório.

Saí dessa leitura muito feliz por ter finalmente lido esse livro e com a certeza de que ele merece todo o carinho que recebe. É um romance que entrega muito mais do que só uma história de paixão — ele entrega crescimento, parceria, respeito e aquela sensação maravilhosa de ver duas pessoas que parecem não combinar em nada se tornando perfeitas uma para a outra.



DE LUKOV, COM AMOR - MARIANA ZAPATA SINOPSE:


Se alguém perguntasse a Jasmine Santos como ela descreveria os últimos anos de sua vida em uma única palavra, ela, definitivamente, usaria uma com quatro letras. Depois de dezessete anos e incontáveis promessas e ossos quebrados, ela sabe que as portas para competir na patinação artística estão começando a se fechar. Mas a oferta mais incrível de sua vida surge por meio de um cara arrogante e idiota que ela passou a última década desejando poder lançar na direção de um ônibus em movimento. Então, Jasmine compreende que precisará reconsiderar tudo. Inclusive Ivan Lukov.

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