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Resenha: Noiva | Entre alianças, segredos e desejo 🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 7 de mai.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 24 de jun.

Noiva foi o primeiro romance sobrenatural da Ali Hazelwood que eu li, e eu estava muito ansiosa para conhecer essa nova proposta da autora. Até então, eu já tinha uma boa impressão da escrita dela, porque Ali tem esse jeito muito característico de conduzir a narrativa de forma leve, fluida e extremamente fácil de acompanhar. É o tipo de leitura que te prende sem esforço, porque a voz da autora é muito envolvente e faz com que a gente se apegue rapidamente aos personagens e ao universo apresentado.



A história é narrada pela perspectiva de Misery, e isso, para mim, já foi um dos grandes pontos positivos do livro. Assim como acontece com outras protagonistas femininas criadas por Hazelwood, Misery é uma personagem forte, inteligente, prática e espirituosa. Ela tem uma presença marcante na narrativa e carrega uma energia muito interessante, porque não é uma protagonista que fica à mercê dos acontecimentos, pelo contrário, ela observa, analisa e age com uma lógica muito própria. Gostei bastante dessa construção, porque ela combina muito com o estilo da autora de criar personagens femininas que fogem do óbvio e que têm personalidade suficiente para sustentar a história.


Outro ponto que eu gostei bastante foi o relacionamento entre Misery e Lowe. A dinâmica entre os dois é divertida, espirituosa e cheia de tensão na medida certa. O romance deles tem uma construção que funciona muito bem para quem, como eu, gosta de histórias com um desenvolvimento mais lento, daqueles que vão crescendo aos poucos e deixando o leitor cada vez mais curioso para entender até onde aquela conexão pode chegar. Felizmente, o livro não apressa esse envolvimento nem joga a parte sexual logo de cara, o que me agradou bastante. Eu sou muito mais fã de um romance de queima lenta, daquele que vai sendo construído com olhares, provocações, implicância e pequenas aproximações, e Noiva entrega exatamente essa sensação em boa parte da leitura.

" Eu a aceitaria por uma única noite sabendo que a perderia pela manhã, e me agarraria a ela e nunca mais a soltaria."

Um detalhe que eu achei muito interessante foi a escolha de começar cada capítulo com pequenos trechos do que Lowe está pensando. Isso adiciona uma camada extra à leitura e ajuda a construir a tensão entre os dois de uma forma muito eficiente. Esses trechos funcionam quase como uma provocação ao leitor, porque vão revelando um pouco da forma como ele enxerga Misery e como os sentimentos dele se desenvolvem, sem entregar tudo de uma vez. É um recurso simples, mas que faz diferença, principalmente porque reforça a química entre os protagonistas e mantém a curiosidade sempre ativa.


Em relação ao universo do livro, eu achei a proposta de vampiros e lobisomens muito interessante, mesmo sem considerá-la perfeita. E, honestamente, não acho que essa fosse a intenção da Ali aqui. O foco não parece ser criar uma fantasia super complexa, detalhada e absolutamente impecável em termos de worldbuilding, mas sim entregar uma história divertida, envolvente e com uma atmosfera própria. Nesse sentido, o livro funciona bem. O universo é apresentado de uma forma que sustenta a trama e oferece o suficiente para que a leitura aconteça com fluidez, sem pesar demais com explicações excessivas.


Um aspecto que achei particularmente curioso e diferente foi a forma como as espécies são explicadas através da ciência, e não da magia. Isso deu um toque muito interessante para o desenvolvimento da história, porque muda um pouco a maneira como a gente costuma ver esse tipo de romance sobrenatural. Em vez de depender de uma explicação mística tradicional, a autora opta por um caminho mais “científico”, o que deixa tudo com uma sensação própria e, de certa forma, mais original. Não é algo que, para mim, tenha transformado o livro em uma fantasia profunda e revolucionária, mas com certeza acrescentou personalidade à narrativa.

“Que não há mundo, cenário, realidade em que eu graciosamente permitirei que você me deixe. Que se eu não deixar você ir agora, daqui a cinco anos, cinco meses, cinco dias, não serei capaz. A cada segundo, eu te quero muito, e a cada segundo, estou prestes a te querer mais. Cada segundo é minha última chance de fazer a coisa decente. De deixar você viver sua vida sem tomar conta de tudo.”

No geral, eu diria que Noiva foi uma leitura boa, divertida e leve. Não foi um livro que eu colocaria entre os meus favoritos absolutos nem um que eu necessariamente releria no futuro, mas ele me proporcionou exatamente o que eu esperava em vários momentos: uma história envolvente, com um romance interessante, personagens cativantes e uma atmosfera que mistura leveza com curiosidade. Foi aquele tipo de leitura que não exige demais do leitor, mas ainda assim entrega entretenimento e boas vibrações românticas.


Também gostei de sentir que a história era muito mais focada nos personagens e na construção do romance do que em qualquer outra coisa. Para mim, isso funcionou bem, porque eu estava justamente buscando uma leitura mais leve e engraçada, algo que me prendesse sem pesar. E Noiva cumpriu esse papel. O tom da obra, a química entre os protagonistas e a forma como a narrativa se desenvolve fizeram com que a experiência fosse agradável do começo ao fim.

"Talvez você não seja feita para mim do jeito que eu sou feito para você, mas eu vou escolher você de qualquer maneira, uma e outra e outra vez.”

Além disso, o final me deixou intrigada. Tenho a impressão de que ele foi construído de uma forma que abre espaço para futuras histórias dentro do mesmo universo, talvez com outros personagens como protagonistas. E, sinceramente, isso me deixou bem curiosa. A ideia de voltar para esse mundo e acompanhar novas dinâmicas me parece interessante, principalmente porque a autora conseguiu criar uma base que, mesmo não sendo extremamente complexa, tem potencial para render outras histórias divertidas e envolventes.


No fim das contas, Noiva não foi uma leitura perfeita, mas foi uma leitura boa, leve e muito agradável. É o tipo de livro que funciona principalmente pela dinâmica dos personagens, pela escrita fluida da Ali Hazelwood e pelo romance que vai crescendo de forma divertida e envolvente. Eu gostei bastante da experiência, especialmente por ter sentido que o livro sabia exatamente o que queria ser: uma história romântica, espirituosa e com uma vibe sobrenatural bem gostosa de acompanhar.

Se eu fosse resumir minha impressão em poucas palavras, diria que Noiva foi uma leitura charmosa, interessante e cheia de potencial, daquelas que talvez não fiquem entre as mais memoráveis da vida, mas que deixam uma sensação boa ao terminar.



NOIVA - ALI HAZELWOOD

SINOPSE:


Misery Lark, filha do vampiro mais poderoso do sudoeste, nunca foi bem-vista pelos seres de sua espécie. Ela passa seus dias anonimamente em meio aos humanos, isolada, até que é chamada para firmar um acordo de paz entre vampiros e licanos, seus inimigos mortais. Para isso, será obrigada a se casar com Lowe Moreland.

Licanos são lobisomens cruéis e imprevisíveis, e o alfa do bando, Lowe, não é exceção. Ele governa o grupo com autoridade absoluta, mas também com justiça. Pela forma como acompanha cada passo de Misery, fica claro que não confia nela. E ele não poderia estar mais certo...

A vampira tem as próprias razões para concordar com o casamento arranjado, razões que nada têm a ver com política ou alianças, mas tudo a ver com a coisa que ela mais preza no mundo.

Misery está disposta a fazer o que for necessário para recuperar o que é seu, mesmo que precise viver sozinha em território licano. Ela só não esperava se sentir atraída por seu inimigo... e ainda ser correspondida.

Em Noiva , Ali Hazelwood mais uma vez brinda o leitor com diálogos divertidos e cenas apaixonantes e sexy, mostrando que sabe escrever romances como ninguém.

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