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Resenha: Keeping 13 | Quando a cura começa a parecer possível 🍒🍒🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 11 de jun.
  • 8 min de leitura

Atualizado: 23 de jun.

Depois de tudo o que aconteceu em Binding 13, era impossível não ficar completamente tomada pela curiosidade sobre o que aconteceria em Keeping 13. A história de Shannon e Johnny já tinha me conquistado no primeiro livro, mas aqui Chloe Walsh entrega uma continuação ainda mais intensa, mais profunda e, acima de tudo, muito mais dolorosa. Se no primeiro volume eu já tinha me envolvido com esses personagens, neste segundo eu simplesmente fui engolida pela história deles.



Em Keeping 13, acompanhamos Shannon tentando se recuperar das consequências brutais do que viveu, enquanto Johnny faz de tudo para estar ao lado dela e entender até onde vai o sofrimento que ela carrega. Depois de tanto trauma, medo e violência, os dois precisam enfrentar não só os sentimentos que nutrem um pelo outro, mas também os efeitos devastadores daquilo que aconteceu com suas famílias e com suas próprias vidas. É um livro sobre dor, sobrevivência, apoio, crescimento e, principalmente, sobre encontrar um porto seguro em meio ao caos.


E eu vou ser muito sincera: esse livro acabou comigo. Muito mais pesado do que Binding 13, Keeping 13 me fez chorar como eu nunca tinha chorado com um livro antes. Não estou exagerando quando digo que eu desabei de chorar no final. Quando li “a história de Shannon e Johnny finalizou”, eu simplesmente não consegui segurar. Meu namorado estava comigo na hora e eu chorei tanto que parecia mesmo que eu estava me despedindo de pessoas reais. E, honestamente, foi isso que esse livro fez comigo. Eu não sei explicar exatamente o impacto que ele teve, só sei que foi enorme.

"—Vamos ter uma família-ele continuou falando.—Nossa própria família, e vai ser a minha vez de ficar com você. Não importa o que você escolher fazer.—Isso não vai nos separar-declarei, pressionando a sobrancelha na sua.—Nada pode nos separar-ele sussurrou.—Prometo."

Mesmo já tendo amado Binding 13, esse segundo livro conseguiu ser ainda melhor. Eu chorei, passei raiva, sorri feito idiota e fiquei horas pensando nos personagens quando não estava lendo. Era aquele tipo de leitura em que você fala “vou ler só mais um capítulo” e, quando percebe, já leu mais cinco. A história prende de um jeito absurdo, mas não só pelo romance. O mais bonito é que Keeping 13 faz você se importar com todo mundo: com as amizades, com a família, com os problemas de cada personagem, com o que está acontecendo ao redor. Em vários momentos, eu realmente senti como se fizesse parte daquele grupo.


Shannon, sem dúvidas, foi uma das maiores surpresas para mim neste livro. No primeiro, eu já tinha gostado dela, mas aqui ela está ainda mais forte e mais interessante. Dá para perceber muito claramente a evolução emocional dela, principalmente depois de tudo o que passou. No começo, ainda vemos muito daquela passividade e do medo que a acompanham desde o livro anterior, o que faz sentido diante do terror que ela viveu. Mas aos poucos ela começa a se firmar, a se impor e, o mais importante, a aceitar ajuda. Foi muito bonito ver essa transformação acontecer, porque não é uma mudança fácil nem instantânea. É dolorosa, lenta e real.

"Sempre haveria outra Bella, mas assim como disse minha terapeuta, não haveria outra eu, e essa era minha força, meu poder especial. Eu nunca seria cientista de foguetes ou jogadora de rúgbi de renome mundial, mas eu era uma sobrevivente, e uma sobrevivente muito boa."

Johnny também me conquistou de uma forma que eu nem sei explicar. Eu vi muita gente comentando sobre como ele se “intromete” demais, mas sinceramente eu nunca enxerguei isso como um problema. Para mim, ele só fez o que precisava ser feito. Se não fosse a insistência, a coragem e a proteção dele, talvez a situação tivesse continuado horrível ou até terminado de forma ainda pior. Johnny é aquele tipo de personagem que faz absolutamente tudo por quem ama, e depois desse livro ele virou o meu padrão de homem, infelizmente para todo o resto do mundo.

"—Você é uma pessoa muito boa, Johnny Kavanagh, e nem se dá conta. Você não vê que o rúgbi tem pouco a ver com o que te torna especial. Mas eu vejo. Eu vejo e eu sei."

E eu preciso falar do Gibsie, porque eu simplesmente amo esse menino com todas as minhas forças. Quanto mais eu lia, mais eu gostava dele. Ele é um dos personagens mais engraçados da história, mas também um dos que mais me tocaram. Tem uma presença leve e divertida, só que ao mesmo tempo ele carrega algo muito especial. Chloe Walsh conseguiu fazer com que ele fosse muito mais do que alívio cômico, e isso deixou tudo ainda mais interessante.


Outro ponto que me marcou muito foi o modo como a autora trabalha os temas pesados. Keeping 13 é um livro extremamente sensível, e isso aparece em cada parte da narrativa. Há violência, trauma, medo, dor emocional e relações familiares muito difíceis, mas tudo é tratado com bastante humanidade. Chloe Walsh tem uma maneira muito forte de escrever romances intensos sem deixar de lado os temas delicados que cercam esses personagens. E é justamente isso que faz a história funcionar tão bem: não é só um romance. É uma história sobre pessoas quebradas tentando se reconstruir.


Talvez por isso eu tenha me apegado tanto. Os personagens não são perfeitos, muito pelo contrário. Eles são cheios de falhas, marcas e cicatrizes. Alguns estão mais quebrados que outros, mas todos, de algum jeito, estão tentando juntar seus caquinhos. E ver isso acontecendo ao longo da leitura foi muito emocionante. Eu senti raiva, tristeza, esperança, medo e carinho em níveis absurdos. Em vários momentos, eu só queria abraçar todos eles e dizer que ia ficar tudo bem.


A mãe de Shannon, por exemplo, me fez passar muita raiva. Eu até consigo entender o contexto de abuso em que ela vive, mas em muitos momentos ela me pareceu completamente desconexa da realidade, e isso me incomodou bastante. Foi um dos aspectos mais frustrantes da leitura para mim, porque algumas atitudes dela me deixavam sem acreditar no que estava acontecendo. Ainda assim, isso também mostra como a autora não suaviza os conflitos familiares, e como ela prefere mostrar personagens imperfeitos, confusos e contraditórios.

"—Shannon Lynch?—gritei, ignorando toda a sua família fodida.—Eu também te amo."

E eu não posso deixar de falar dos pais de Johnny, que foram, sem dúvida, uma das partes mais emocionantes desse livro para mim. Quando descobri que eles estavam pensando em adotar Shannon e os irmãos dela, eu chorei demais, porque foi impossível não pensar no tamanho da generosidade e do amor desses dois. Depois de tudo o que aquelas crianças viveram, imaginar que finalmente poderiam ter uma nova chance, um lar seguro e pessoas dispostas a acolhê-las de verdade, me deixou profundamente tocada. O mais bonito é que eles não hesitaram nem por um segundo em considerar acolher todas as crianças, e isso mostra o quanto eles são personagens incríveis, humanos e cheios de coração. Saber também que, anos atrás, eles já tinham tentado adotar uma criança quando Johnny ainda era bebê, e que no fim acabaram ganhando cinco crianças a mais para cuidar, torna tudo ainda mais especial. É uma história que fala muito sobre família, amor e escolha, e eu fiquei completamente encantada com eles.


Outro detalhe que faz muita diferença é que esse livro realmente merece o tamanho que tem. Eu sei que uma das maiores reclamações sobre Os Garotos de Tommen é justamente o tamanho dos volumes, mas eu mudei muito de opinião depois dessa leitura. Se a proposta é desenvolver a fundo os personagens, mostrar os traumas, construir vínculos verdadeiros e não transformar tudo apenas em um romance superficial, então o espaço importa. E Keeping 13 usa esse espaço muito bem. A história respira, os sentimentos amadurecem e cada parte parece ter um propósito.


Também gostei muito do cenário. A Irlanda de 2005, a cidade pequena de Ballylaggin, as gírias, a atmosfera do início dos anos 2000… tudo isso deixa a leitura ainda mais envolvente. Tem um charme próprio que combina perfeitamente com a densidade da história. É o tipo de ambientação que faz você realmente entrar naquele universo.


Quanto ao romance, eu achei tudo muito bem desenvolvido. Depois que Shannon e Johnny finalmente aceitam o que sentem, o relacionamento deles cresce de uma forma muito bonita. O livro não fica preso em drama amoroso o tempo todo; ele foca mais no que cada um está enfrentando e em como um se torna apoio para o outro. E isso foi uma das coisas que mais me agradaram. Shannon ganha mais confiança, Johnny continua sendo um homem completamente dedicado a ela, e juntos eles constroem uma relação que, apesar de todo o sofrimento ao redor, transmite acolhimento e afeto.


"—E voltando à sua pergunta de antes, eu gosto de você porque você é você, Shannon. Nunca conheci ninguém como você. Franzi o nariz.—Ninguém tão cagado quanto eu.—Não, ninguém tão gentil, atenciosa, confiável e leal quanto você ele me corrigiu.—E tão linda. Meu Deus, você é tão linda que até dói te olhar. Nunca vi ninguém como você na vida."

Eu também preciso dizer que, em vários momentos, senti que me importava com todos os personagens como se eles fossem meus amigos. Isso foi o que mais me destruiu quando o livro acabou. Chegar na última página e olhar pro teto pensando no que eu faria da minha vida sem Shannon e Johnny foi muito real. Eu fiquei devastada porque não queria sair daquele universo. A sensação era exatamente essa: eu não estava só terminando um livro, estava me despedindo de pessoas que tinham se tornado parte da minha rotina emocional.


No fim, Keeping 13 é um livro sobre dor, cura, amor e sobrevivência. É pesado, é emocionante, é bonito e é devastador na mesma medida. Chloe Walsh conseguiu fazer algo que poucas autoras conseguem: me prender completamente, me fazer sofrer de verdade e, ao mesmo tempo, me fazer sentir conforto com uma história tão dolorosa. Eu amei cada sentimento que esse livro me arrancou. Foi uma leitura intensa, inesquecível e absolutamente marcante.


"— Quero que você a-arrase e seja o m-melhor centro que esse país já viu.—Ela fez uma pausa para me beijar.—Mas não esqueça que você vai ser sempre meu número treze.—Ela fungou e limpou minha bochecha com o dedo.—Eu ganhei a Operação Serum com o Treze."

Eu já tinha amado Binding 13, mas Keeping 13 conseguiu ir além. Me deixou mais apegada aos personagens, mais sensível à história e ainda mais apaixonada por esse universo. O único arrependimento que eu tenho é não ter começado essa saga antes.



KEEPING 13 SINOPSE:

Johnny Kavanagh tem levado uma vida diferente desde que uma lesão o deixou de fora do jogo. Ele nunca tinha imaginado a vida sem sua amada camisa 13 e, agora que foi obrigado a sair de licença, está perdido. Mas também jamais imaginou que pudesse dividir esse momento com alguém, ou melhor, uma garota.


Shannon Lynch sempre foi boa em guardar segredos. Ela percebeu que homens ruins não existem só nos livros, pelo contrário: são bem reais. Após uma viagem traumatizante para Dublin, ela está fazendo de tudo para proteger seus irmãos mais novos. No processo, Shannon acaba retomando antigos hábitos, se escondendo na tentativa de agarrar o pouco de futuro que lhe resta.


Há apenas um garoto que consegue tirá-la das sombras. E esse garoto é o dono de seu coração. O que ela não sabe é que segredos capazes de mudar vidas estão prestes a vir à tona. Será que o amor de Shannon e Johnny vai sobreviver ao maior teste?

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