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Resenha: Uma Farsa de Amor na Espanha | O enemies to lovers que conquistou meu coração 🍒🍒🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 7 de mai.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 24 de jun.

Genteeeeeee, corre aqui!!! Que livro foi esse???


Uma farsa de amor na Espanha foi um daqueles livros que me deixaram completamente viciada desde os primeiros capítulos. Confesso que, no começo, eu estava um pouco receosa de começar a leitura por conta de todo o hype em volta da obra. Sempre fico com um pezinho atrás quando um livro é muito comentado, porque a expectativa cresce tanto que às vezes parece impossível alcançar tudo o que se fala dele. Mas aqui eu preciso ser completamente honesta: eu simplesmente não consegui resistir a um enemies to lovers com namoro falso e ainda por cima ambientado em uma viagem para a Espanha. E que bom que eu me joguei nessa história, porque não me arrependi nem um pouquinho.



Logo no início, conhecemos Lina Martin, uma protagonista que já me conquistou de cara. Ela está desabafando com a melhor amiga sobre a pressão familiar de aparecer acompanhada em um casamento que acontecerá na Espanha dentro de quatro semanas. E é justamente aí que entra Aaron, seu colega de trabalho, se oferecendo para ser seu par. À primeira vista, isso resolve o problema de Lina com a família, que claramente está cansada de vê-la como a eterna solteira. Mas existe um detalhe bem importante: Lina e Aaron se odeiam, ou, pelo menos, Lina odeia Aaron com todas as forças. Na cabeça dela, ele é intrometido, irritante, vive metendo o nariz onde não foi chamado e parece ser a pessoa mais insuportável que ela já conheceu. E, sinceramente, eu adorei esse ponto de partida. O livro já começa com uma tensão deliciosa, daquelas que fazem a gente querer virar as páginas sem parar.


O que mais me conquistou nessa leitura foi, sem dúvida, a protagonista. Eu adorei a Lina. Ela é inteligente, sarcástica, determinada e muito focada no sucesso da carreira. Ao mesmo tempo, ela também é cheia de falhas, teimosias e inseguranças, o que fez com que eu me conectasse com ela de forma muito natural. Ela não é uma personagem perfeita, e justamente por isso ela funciona tão bem. Lina é daquelas protagonistas que parecem reais, com atitudes nem sempre sensatas, mas sempre compreensíveis dentro daquilo que ela sente e do que ela está vivendo. Além disso, a teimosia dela em relação aos próprios sentimentos rendeu momentos muito engraçados ao longo da história, especialmente porque fica claro para o leitor que ela está tentando negar algo que já está mais do que evidente.

“Você nunca precisou de ninguém para lutar suas batalhas, Catalina. Essa é uma das coisas que mais respeito em você.”

E o que dizer de Aaron? Eu amei tudo nesse homem. Ele é inteligente, sexy, gentil, atencioso e, acima de tudo, claramente apaixonado por Lina muito antes de ela conseguir admitir qualquer coisa para si mesma. A forma como ele se comporta ao longo da narrativa é uma das partes mais deliciosas da leitura, porque ele tem aquela presença que mistura confiança com cuidado, sem nunca deixar de ser magnético. Ver os dois se aproximando aos poucos foi, para mim, o grande ponto alto do livro. O desenvolvimento da relação deles é construído com calma, tensão e pequenas doses de intimidade emocional que deixam tudo ainda mais viciante.

“Eu vou te dar o mundo. A lua. As malditas estrelas. Qualquer coisa que você pedir, é seu. Sou seu.”

E talvez essa seja uma das coisas que mais fazem Uma farsa de amor na Espanha funcionar tão bem: o livro não tem pressa. Ele sabe exatamente o que está fazendo e se permite construir a relação dos protagonistas de forma gradual, sem cair em um amor instantâneo ou em uma resolução apressada. Tudo aqui leva tempo, e isso é ótimo. Aaron realmente demora para conquistar Lina, e eu amei cada etapa desse processo. Como leitora, eu gosto muito quando a química entre os personagens vai sendo desenvolvida aos poucos, com olhares, provocações, convivência forçada e momentos que, mesmo pequenos, vão criando cada vez mais envolvimento. É exatamente esse tipo de construção que faz um romance enemies to lovers brilhar, e esse livro entrega isso muito bem.


Também gostei bastante do foco principal da narrativa. O romance é o centro da história, mas ainda assim existe espaço suficiente para a construção dos personagens e para o desenvolvimento do vínculo entre eles. Isso fez com que a leitura fosse leve, envolvente e muito prazerosa. Em nenhum momento senti que a história precisava correr para chegar a algum ponto específico. Pelo contrário: fui sendo puxada para dentro desse universo aos poucos, completamente imersa na dinâmica dos dois. E isso, para mim, é um sinal de que o livro soube me conquistar de verdade.

“Porque quando eu finalmente colocar esses lábios nos meus, será a coisa mais distante de fingir. Não vou te mostrar como seria se você fosse minha. Eu vou te mostrar o que é. E eu com certeza não vou mostrar o quão bom eu poderia fazer você se sentir se você me chamasse de seu. Você já deve saber que eu sou.”

Outro aspecto que me agradou muito foi o equilíbrio entre humor, tensão romântica e emoção. A leitura tem momentos divertidos, especialmente por conta das reações da Lina e da forma como ela insiste em negar o óbvio, mas também tem uma construção emocional bonita, que faz o romance parecer ainda mais satisfatório quando finalmente começa a se revelar de forma mais clara. Não é só uma história de implicância entre duas pessoas que se odeiam; é também uma história sobre percepção, amadurecimento, vulnerabilidade e sobre permitir que alguém entre na sua vida de um jeito que você não planejava.


O final também me agradou bastante. Para mim, ele fechou a história de um jeito muito bom e ainda conseguiu deixar aquela sensação gostosa de satisfação que eu adoro terminar um romance sentindo. E o epílogo foi a cereja do bolo: perfeito, fofo e exatamente o tipo de encerramento que faz a gente sorrir depois de virar a última página. Foi o fechamento ideal para uma história que, ao longo da leitura, já tinha me deixado completamente envolvida.

“Vale a pena lutar pelo amor.”

No geral, Uma farsa de amor na Espanha foi uma leitura super agradável. Eu me diverti, me apaixonei pelos personagens, fiquei presa na química entre Lina e Aaron e terminei a história muito feliz por ter finalmente dado uma chance a esse livro. Mesmo com o hype enorme, a obra conseguiu corresponder ao que eu esperava e ainda me entregar uma experiência leve, romântica e muito envolvente.


Se eu fosse resumir minha impressão em uma frase, diria que esse foi exatamente o tipo de livro que eu precisava ler naquele momento: divertido, viciante, apaixonante e com um romance que cresce na medida certa. Sem dúvida, foi uma leitura que valeu muito a pena.



UMA FARSA DE AMOR NA ESPANHA - ELENA ARMAS, SINOPSE:


Uma viagem à Espanha, o homem mais irritante do mundo e três dias para convencer todo mundo de que vocês estão realmente apaixonados. Em outras palavras, um plano que nunca vai dar certo...

Catalina Martín é uma jovem espanhola que trabalha como engenheira em Nova York. Com o casamento da irmã se aproximando, ela precisa desesperadamente de um acompanhante, porque não quer encarar sozinha toda a família e, principalmente, o irmão do noivo, que é ninguém menos do que seu ex.

Sentindo-se pressionada, ela conta uma mentirinha inofensiva sobre ter um namorado americano. E agora todos em sua pequena cidade estão ansiosos para conhecê-lo.

Lina tem apenas um mês para encontrar alguém disposto a cruzar o Atlântico com ela e participar da sua farsa. Mesmo assim, quando Aaron Blackford, seu colega de trabalho, se candidata à vaga de namorado de faz de conta, ela se recusa a aceitar. Embora ele seja alto, charmoso e lindo de morrer, também é condescendente, exasperante e insuportável.

Porém, quanto mais o casamento se aproxima, mais tentadora se torna a oferta.

Enquanto os dois se perguntam se serão capazes de sustentar a história por um final de semana inteiro, Lina começa a perceber que, na vida real, talvez Aaron não seja tão terrível quanto é no escritório...

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