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A Deusa Em Chamas - R.F. Kuang 🍒🍒🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 6 de mai.
  • 2 min de leitura

Não irei fazer uma resenha, e sim, uma homenagem. Finalizei “A Deusa em Chamas” e, sem exagero, essa foi a trilogia mais bem escrita que já li. Tenho a sensação de que jamais lerei algo tão bom assim de novo.


Rin é uma personagem extremamente complexa e incrivelmente bem construída. Visceral, insana e totalmente humana. Desde o início do segundo livro já mostrava sinais de instabilidade — consequências da guerra e de suas próprias decisões. Aos poucos, sua mente se entregou ao ódio e à sede de vingança, até chegar a um ponto irreversível. Ela estava à beira da loucura… e não havia nada que pudesse salvá-la.


Kitay… perfeito. Não há outra palavra. Meu personagem favorito, o único que se manteve sensato do início ao fim. Sua relação com Rin foi uma das coisas mais bonitas da obra — almas gêmeas de um jeito impossível de explicar, genuíno demais. "Somos conectados. Sua dor sempre será a minha." Nunca vou superar.


Jiang… a saudade que ele deixa é indescritível. Quando reapareceu apenas para morrer, chorei como se tivesse perdido um parente. Saber que é quase certo que Rin seja filha dele, e que nenhum dos dois soube, só torna tudo mais doloroso.


Nezha, mesmo com decisões questionáveis, não consigo odiar. Assim como Venka — se era espiã ou não, não importa, pois sua personalidade foi incrível.

Todos eles foram o meu império romano. Agora, só resta o vazio. Não queria me despedir nem da história, nem dos personagens. Insuperável.


R. F. Kuang é uma gênia. A forma como retrata guerra, dor, política e humanidade é tão real que chega a ser cruel. Essa trilogia é magnífica. Mal posso esperar para ler Babel.

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