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Resenha: Clube do Livro dos Homens | Um romance divertido, mas sem grandes surpresas 🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 7 de mai.
  • 5 min de leitura

Clube do Livro dos Homens apresenta a história de Gavin Scott, um jogador de beisebol famoso, talentoso e aparentemente dono de uma vida perfeita. Ele tem uma carreira de sucesso, é bonito, tem uma esposa linda e acabou de alcançar o maior marco da sua trajetória profissional. Porém, por trás dessa imagem impecável, existe uma crise conjugal muito maior do que qualquer um imagina. Logo após o que deveria ser uma das noites mais importantes de sua vida, Gavin descobre que sua esposa, Thea, tem sido infeliz durante boa parte do casamento e, pior ainda, tem fingido que está tudo bem. Diante disso, o relacionamento dos dois entra em colapso, e Gavin acaba se vendo obrigado a encarar seus próprios erros, suas inseguranças e a possibilidade real de perder a mulher que ama.



É nesse momento que ele encontra o famoso clube do livro formado por homens, uma ideia que, à primeira vista, parece inusitada, mas que acaba sendo o ponto de virada de toda a narrativa. O objetivo de Gavin é aprender a ser um marido melhor e tentar recuperar o casamento. A partir daí, o livro se desenvolve como uma comédia romântica inteligente, divertida e cheia de aprendizados, em que a leitura de romances se torna uma ferramenta inesperada para lidar com sentimentos, relações e maturidade emocional.

Uma das coisas que mais me agradaram nessa leitura foi justamente o equilíbrio entre humor e emoção. O livro consegue ser engraçado sem perder a sensibilidade, e romântico sem cair em exageros forçados. A jornada de Gavin é, sem dúvida, o centro da história, mas eu também gostei muito de ver como Thea não fica apagada no processo. Ela tem sua própria construção dentro da narrativa, e isso fez toda a diferença para mim. Não é uma história em que apenas um dos lados cresce enquanto o outro serve de apoio; os dois personagens são desenvolvidos de maneira que o relacionamento realmente pareça vivo, complexo e humano.

“Primeira regra do clube do livro? Você não fala sobre clube do livro."

Gavin é um protagonista interessante porque começa a história de um lugar de ego, frustração e ferida emocional. Ele se sente atacado, humilhado e perdido quando percebe que o casamento não era tão perfeito quanto imaginava. Em muitos momentos, ele precisa confrontar a própria masculinidade de forma honesta, o que rende reflexões bem importantes ao longo do livro. Gostei dessa construção porque o personagem não resolve tudo de uma vez nem se transforma magicamente em alguém perfeito. Ele erra, aprende, insiste, tropeça e vai amadurecendo aos poucos. Isso torna sua trajetória muito mais crível e envolvente.


Thea, por sua vez, também foi uma personagem que me chamou atenção. Foi muito interessante acompanhar o ponto de vista dela e perceber o quanto suas frustrações, silêncios e decisões carregavam um peso real. Em vez de ser apenas a “esposa que quer o divórcio”, ela ganha camadas e se torna uma figura importante na evolução da história. Isso fez com que o romance entre os dois fosse mais interessante, porque não depende apenas da tentativa de reconciliação de Gavin, mas também da forma como ambos precisam reaprender a se enxergar.


Outro ponto altíssimo do livro é, sem dúvida, o clube em si. Os membros do grupo adicionam muito carisma, sarcasmo e leveza à narrativa. Cada interação traz uma dinâmica divertida, e eu achei especialmente legal a forma como eles ajudam Gavin sem deixar de provocá-lo o tempo todo. O melhor amigo Dell e o carismático Braden foram alguns dos que mais me marcaram, porque trazem comentários afiados, ironia e aquele tipo de amizade masculina que mistura apoio com zoeira na medida certa. Eles são parte essencial do charme do livro, e eu sinceramente acho que sem esse grupo a história perderia boa parte do seu brilho.

“Os romances são escritos principalmente de mulheres para mulheres, e são inteiramente sobre como elas querem ser tratadas e o que querem da vida e de um relacionamento. Nós os lemos para nos sentirmos mais à vontade para nos expressar e para ver as coisas da perspectiva delas.”

A ideia de um clube do livro formado por homens já é original por si só, mas o que faz essa proposta funcionar é o tom com que ela é executada. O livro não trata a leitura de romances como piada, mas como algo que realmente pode ensinar, transformar e abrir espaço para conversas importantes sobre afeto, vulnerabilidade e relacionamento. Eu gostei muito dessa abordagem porque ela valoriza o gênero romântico em vez de diminuí-lo. Existe um carinho visível pela proposta, e isso torna a experiência ainda mais agradável para quem já ama romances contemporâneos.


Ao mesmo tempo, preciso dizer que, apesar de ter gostado bastante da leitura, ela não entrou entre as minhas favoritas absolutas. Foi um livro divertido, inteligente e muito simpático, mas em alguns momentos eu senti que a história não me impactou tanto quanto poderia. A estrutura funciona bem, os personagens são interessantes e a premissa é criativa, mas ainda assim faltou aquele algo a mais para que a leitura me marcasse de forma mais profunda. Por isso, minha nota foi 3 estrelas: uma boa leitura, cheia de qualidades, mas que não chegou a me conquistar completamente.

“- Vocês leem romances? – Nós os chamamos de manuais.”

Ainda assim, eu reconheço o mérito do livro. Ele é diferente, leve, bem-humorado e ao mesmo tempo emocional. Para quem gosta de romances de segunda chance, esse é um ponto muito forte, porque a história se apoia justamente na tentativa de reconstrução do casal, mostrando que amar alguém também envolve aprender a ouvi-lo, a reconhecer erros e a mudar de verdade. Esse tipo de desenvolvimento costuma funcionar muito bem quando bem construído, e aqui isso aparece de maneira satisfatória.

No fim, Clube do Livro dos Homens foi uma leitura agradável, carismática e muito criativa. Gostei da proposta, gostei da dinâmica entre os personagens e gostei especialmente da forma como o livro trata o romance como algo que também pode ser aprendido, discutido e reconstruído. Não foi uma leitura que me deixou completamente arrebatada, mas foi uma história que soube me entreter e me entregar bons momentos.


Se eu fosse resumir minha impressão em uma frase, diria que foi um romance divertido, inteligente e com uma ideia original, que funcionou bem para mim, ainda que sem me conquistar por completo.



CLUBE DO LIVRO DOS HOMENS - LYSSA KAY ADAMS SINOPSE:


A primeira regra do clube do livro é: não fale sobre o clube do livro

Gavin Scott é um astro do beisebol, devotado ao esporte. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo humilhante: a esposa, Thea, sempre fingiu ter prazer na cama. Magoado, Gavin para de falar com ela e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo.


Bem-vindos ao Clube do Livro dos Homens

Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma sensual trama de época, Cortejando a condessa. Só que vai ser preciso muito mais do que palavras floreadas e gestos grandiosos para que Gavin recupere a confiança da esposa.

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