Resenha: Melhor do que nos filmes | Uma comédia romântica para deixar o coração quentinho 🍒🍒🍒🍒
- Laatena

- 6 de mai.
- 4 min de leitura
Atualizado: 25 de jun.
Depois de terminar a trilogia A Guerra da Papoula, eu precisava desesperadamente de uma leitura leve, divertida e sem grandes sofrimentos emocionais. Queria um romance clichê, daqueles que fazem a gente sorrir, torcer pelo casal e esquecer um pouco do mundo, e Melhor do que nos filmes foi exatamente isso.

Com uma atmosfera deliciosa de comédia romântica adolescente, o livro entrega tudo o que promete: vizinhos que se conhecem desde a infância, implicâncias, planos mirabolantes, músicas, referências a filmes românticos e, claro, aquele clássico enemies to lovers que eu simplesmente não consigo resistir.
A história acompanha Liz Buxbaum, uma garota apaixonada por filmes de romance e que acredita profundamente em grandes gestos, encontros perfeitos e amores dignos de uma trilha sonora. Quando Michael, sua paixão de infância, volta para a cidade, Liz acredita que finalmente pode ter a chance de viver o romance que sempre imaginou.
O problema é que, para se aproximar dele, ela precisa da ajuda de Wes Bennett: seu vizinho, rival de longa data e uma das pessoas que mais a irritam no mundo.
A partir daí, acompanhamos uma sequência de situações divertidas, encontros inesperados e momentos que fazem Liz e Wes perceberem que talvez eles nunca tenham se conhecido de verdade — mesmo tendo crescido praticamente lado a lado.
Wes e Liz: implicância, cumplicidade e corações de ketchup
O que mais gostei no livro foi acompanhar a construção da relação entre Wes e Liz. Eles têm aquela dinâmica de provocações e brigas bobas que funciona muito bem, mas, por trás disso, existe uma cumplicidade que vai crescendo aos poucos.
“Minha herança foi saber que o amor está sempre no ar, é sempre uma possibilidade e sempre vale a pena.”
Mesmo que Liz passe boa parte da história focada em Michael, é impossível não perceber que ela se sente mais confortável sendo ela mesma ao lado de Wes. Ele conhece suas manias, entende suas inseguranças e, mesmo quando a provoca, está sempre ali quando ela precisa.
As playlists, as músicas compartilhadas, os corações de ketchup e os encontros na “Área Secreta” deixam a relação dos dois ainda mais especial. São detalhes simples, mas que ajudam a construir aquela sensação gostosa de que eles combinam muito mais do que imaginam.
Um clichê que funciona
Confesso que sempre fico um pouco receosa com livros muito famosos no BookTok, porque alguns acabam criando expectativas enormes e não funcionam para mim. Mas Melhor do que nos filmes foi uma surpresa muito positiva.
A história é previsível? Sim. Tem vários clichês? Também. Mas é exatamente esse o charme. Lynn Painter não tenta transformar o livro em algo que ele não é: uma comédia romântica leve, divertida e feita para deixar o leitor com o coração quentinho.
“Eu poderia dizer essas coisas sem filtro para ele porque ele não se importava. Wes Bennett sabia que eu estava uma bagunça por trás de tudo isso, e senti um pouco de alegria em saber que ele viu meu verdadeiro eu.”
A escrita da autora é muito fluida e fácil de acompanhar. Li rapidamente, me diverti com os diálogos e gostei da forma como os personagens secundários fazem parte da vida de Liz, mesmo que não tenham tanto destaque individualmente.
Nem tudo é perfeito, mas é muito divertido
Liz pode ser um pouco irritante em alguns momentos, principalmente por insistir tanto em uma ideia de romance que claramente não era o que ela realmente precisava. Ainda assim, isso não atrapalhou a leitura, porque faz parte do crescimento dela ao longo da história.
Já Wes é praticamente perfeito do começo ao fim. Ele é engraçado, cuidadoso, provocador na medida certa e tem aquele jeito de personagem que conquista o leitor sem precisar fazer muito esforço. Foi impossível não torcer por ele.
“Por causa de coisas como acidentes de carro e amores perdidos, vida e morte e corações partidos, deveríamos aproveitar cada momento e devorar totalmente as partes boas.”
Considerações finais
Melhor do que nos filmes foi uma leitura leve, fofa e extremamente divertida. É o tipo de livro perfeito para quando você precisa descansar a mente depois de uma leitura mais pesada ou simplesmente quer mergulhar em uma história confortável, cheia de clichês apaixonantes.
“Eu me apaixonei por provocar você na segunda série, quando descobri que poderia deixar suas bochechas rosadas com apenas uma palavra. Então eu me apaixonei por você.”
Não é uma história revolucionária, nem pretende ser. Mas entrega romance, humor, nostalgia e personagens que fazem você querer continuar lendo só para acompanhar mais um momento entre eles.
Recomendo muito para quem ama comédias românticas adolescentes, vizinhos que vivem se provocando, playlists compartilhadas, referências cinematográficas e aquele romance que começa com implicância, mas termina deixando o coração completamente quentinho.

MELHOR DO QUE NOS FILMES - LYNN PAINTER SINOPSE:
Elizabeth Buxbaum sempre soube que seu vizinho não seria um bom namorado. Apesar de todos acharem Wesley Bennett simpático e muito bonito, Liz tinha certeza de que, na verdade, ele era um chato de galochas.
Mas Michael Young era diferente. O amor de infância de Liz estava à altura dos protagonistas das comédias românticas que ela tanto gostava, só que havia se mudado para longe quando os dois ainda eram crianças. Dez anos depois, ele estava de volta, mais lindo e charmoso do que nunca.
Esbarrar com o garoto na escola foi como um sinal do universo. O último ano do ensino médio clamava por acontecimentos grandiosos, um baile inesquecível e momentos apaixonantes. Por isso, como uma boa romântica incurável, Liz estava determinada a fazer qualquer coisa para conquistar o verdadeiro amor. Até mesmo pedir ajuda ao vizinho irritante.
O plano era infalível: fazer com que Michael notasse sua existência e a convidasse para o tão sonhado baile de formatura. Mas à medida que Wes e Liz se aproximam, ela vai questionar tudo o que sabe sobre o amor e descobrir que talvez seu “felizes para sempre” seja surpreendente ― e melhor do que ela poderia imaginar.




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