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Resenha: Morando com um Vampiro | Leve, engraçado e ideal para sair da ressaca literária🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 6 de mai.
  • 6 min de leitura

Morando com um Vampiro, da Jenna Levine, é exatamente o tipo de livro que funciona como uma pausa entre leituras mais pesadas. Leve, engraçado, romântico e com uma premissa completamente inusitada, ele acompanha Cassie Greenberg, uma jovem que está passando por uma fase complicada e precisa encontrar um lugar para morar com urgência.



Depois de sair de um relacionamento ruim e precisar recomeçar, Cassie encontra um anúncio de quarto para alugar em um apartamento perfeito demais para ser verdade. O aluguel é barato, o local é ótimo e o colega de quarto parece educado, discreto e quase sempre ausente. O problema é que Frederick J. Fitzwilliam não é apenas um homem estranho com hábitos incomuns: ele é um vampiro centenário que tenta sobreviver no mundo moderno sem chamar atenção.


A partir daí, a história se desenvolve como uma comédia romântica com vampiros, convivência forçada, segredos, situações constrangedoras e uma relação que vai crescendo aos poucos entre duas pessoas completamente diferentes. Cassie é prática, divertida e cheia de personalidade, enquanto Frederick é reservado, antiquado e ainda está tentando entender como funcionam muitas coisas básicas da vida contemporânea.

E, sinceramente, é justamente essa dinâmica que faz o livro funcionar.


Um livro feito para descontrair


Desde o começo, Morando com um Vampiro deixa claro que não quer ser uma fantasia profunda, cheia de regras complexas, guerras sobrenaturais ou grandes discussões sobre a existência dos vampiros. A proposta aqui é muito mais simples: entregar uma leitura divertida, romântica e fácil de acompanhar.

É aquele tipo de livro perfeito para pegar em um dia de preguiça, durante uma viagem, em uma tarde de verão ou depois de terminar uma leitura emocionalmente pesada. Não exige muito do leitor e também não tenta ser algo maior do que é. A história é leve, os capítulos fluem rápido e a escrita da Jenna Levine é envolvente o suficiente para fazer você querer continuar lendo apenas para acompanhar as situações absurdas em que os protagonistas se metem.

"Tá, ele era um vampiro. Aquilo implicava alguns desafios. No entanto, não mudava o fato de que ele era bom e que eu o queria mais do que já havia desejado qualquer outra pessoa."

Não há grandes reviravoltas chocantes, mistérios elaborados ou uma construção de mundo extremamente detalhada. E, para mim, isso não foi necessariamente um problema, porque entendi que o objetivo da autora nunca foi criar uma fantasia complexa. Ela queria escrever uma comédia romântica com um vampiro morando em um apartamento comum, tentando se adaptar à vida moderna e se apaixonando no caminho.

E isso, por si só, já rende momentos muito divertidos.


Cassie e Frederick: uma dupla que funciona


Um dos pontos mais positivos do livro foi, sem dúvida, a química entre Cassie e Frederick.

Cassie é uma protagonista fácil de gostar. Ela está tentando reorganizar a própria vida, lidar com inseguranças e seguir em frente depois de experiências ruins, mas não perde completamente o senso de humor. Ela tem uma energia muito realista e prática, o que combina bastante com a situação absurda em que se encontra ao descobrir que seu colega de quarto é um vampiro.


Frederick, por outro lado, é o tipo de personagem que conquista justamente por ser deslocado. Ele é educado, antiquado, misterioso e um pouco perdido em relação ao mundo atual. A diferença entre os dois cria uma dinâmica divertida, principalmente nos momentos em que Cassie precisa explicar coisas simples para ele ou quando Frederick tenta agir como uma pessoa normal sem entender totalmente as regras sociais modernas.

"_ Você não me abandonou mesmo depois de descobrir o que eu era, porque sabia que eu precisava da sua ajuda. Em todos os meus anos, nunca conheci uma pessoa tão comprometida a ser fiel a si mesma do que você. Tem ideia de como você é preciosa, Cassie?"

O romance entre eles não é revolucionário, mas funciona. Eles têm uma química legal, trocas engraçadas e uma convivência que torna fácil acompanhar o desenvolvimento da relação. Para um livro com essa proposta, acho que o casal entrega exatamente o que precisava entregar.

Não é um romance que vai te deixar completamente destruída ou pensando nele por semanas, mas é fofo, divertido e gostoso de acompanhar.


Uma trama simples e sem grandes surpresas


Apesar de ter gostado bastante da leitura, não posso negar que o desenvolvimento da história é bem básico. A narrativa se mantém praticamente no mesmo ritmo durante todo o livro e, em muitos momentos, parece que pouca coisa realmente acontece.


O conflito principal não é muito elaborado, o plot não surpreende e o desfecho é resolvido de forma bastante rápida. O final, principalmente, foi um dos pontos que mais me deixou com a sensação de que poderia ter sido melhor desenvolvido. Algumas questões importantes são resolvidas praticamente em um único capítulo, sem muito espaço para que o leitor sinta o impacto do que aconteceu.

"- Quem fez isso com você? O que aconteceu? Nada aconteceu. Sou um fracasso, só isso. Você não é um fracasso. Quem quer que tenha feito você se sentir assim será obrigado a lidar comigo."

A impressão que tive foi de que o livro constrói uma situação que poderia render um pouco mais, mas escolhe resolver tudo de maneira simples e direta. Isso não estragou a experiência, mas deixou a história um pouco rasa.


Ainda assim, não acho justo cobrar de Morando com um Vampiro algo que ele claramente não prometeu. Ele não tenta ser um grande suspense, uma fantasia épica ou um romance emocionalmente devastador. É uma história leve, com vampiros, cenas engraçadas e um casal que funciona. E, dentro dessa proposta, ele cumpre bem o que se propõe a fazer.


Uma leitura que poderia funcionar muito bem como infantojuvenil


Enquanto lia, fiquei pensando que Morando com um Vampiro teria um potencial enorme como um livro infantojuvenil, caso tivesse uma versão sem as cenas hot e alguns diálogos mais explícitos.


A premissa de uma garota descobrindo que seu colega de quarto é um vampiro centenário, mas extremamente educado e deslocado no mundo moderno, é muito divertida. A dinâmica entre Cassie e Frederick poderia funcionar muito bem para um público mais jovem, principalmente pela leveza da escrita e pelo humor presente ao longo da narrativa.

"Na última quinzena, descobri que, nesta cidade de milhões, você é única."

O livro tem aquele clima de comédia romântica sobrenatural que poderia facilmente ser adaptado para um filme adolescente divertido, daqueles que você assiste em uma tarde sem esperar nada muito profundo, mas termina com um sorriso no rosto.


Vale a leitura?


No fim, Morando com um Vampiro foi uma leitura de 3 estrelas para mim. Não é um livro inesquecível, não tem uma trama muito elaborada e o final poderia ser mais forte, mas foi divertido e cumpriu perfeitamente o papel de me entreter.


É uma história leve, engraçada e sem grandes pretensões. A escrita flui, os protagonistas têm química e a proposta sobrenatural deixa tudo um pouco mais divertido. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de uma leitura assim: simples, descontraída e fácil de acompanhar.


Se você procura uma fantasia romântica sem muita complexidade, com um vampiro charmoso, uma protagonista divertida e uma história para ler sem estresse, Morando com um Vampiro pode ser uma ótima escolha.


Eu com certeza leria outro livro da Jenna Levine em um momento em que estivesse procurando exatamente esse tipo de leitura: algo leve, engraçado e perfeito para sair de uma ressaca literária ou simplesmente aproveitar sem pensar demais.



MORANDO COM UM VAMPIRO - JENNA LEVINE SINOPSE:


Cassie Greenberg é apaixonada por arte, mas está difícil pagar as contas sendo artista. Prestes a ser expulsa de seu atual apartamento, ela precisa encontrar um lugar barato o mais rápido possível. No entanto, quando se depara com um quarto para alugar em uma localização incrível e por um valor baixíssimo, Cassie fica ao mesmo tempo empolgada e receosa ― afinal, por aquele preço, parece bom demais para ser verdade.

Desesperada, ela concorda em morar com Frederick J. Fitzwilliam, o dono do apartamento ― e um sujeito bastante incomum. Ele dorme o dia todo, passa a noite fora e fala como se tivesse saído de um romance de época. Por outro lado… também deixa bilhetes fofinhos para Cassie, se importa cada dia mais com seus projetos artísticos e a trata muito, muito bem. Além de não ficar nada mal sem camisa, diga-se de passagem.

Mas quando Cassie acaba encontrando bolsas de sangue na geladeira, Frederick precisa abrir o jogo: o novo colega de apartamento dela é um vampiro. E tem uma proposta para lhe fazer.

Recheado de referências divertidas à cultura pop e com uma química de tirar o fôlego entre os protagonistas, Morando com um vampiro é uma comédia romântica divertida e cativante que vai conquistar os fãs do gênero.

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