Resenha: Promessas Cruéis | O desfecho que confirmou meu amor por essa duologia 🍒🍒🍒🍒🍒
- Laatena

- 7 de mai.
- 5 min de leitura
Depois de terminar Divinos Rivais no mês passado, eu senti uma necessidade quase urgente de continuar essa duologia. Para quem leu minha resenha do primeiro livro, sabe que ele se tornou um dos meus favoritos de 2024, então eu já estava entrando em Promessas Cruéis com expectativas altíssimas. E o mais bonito é que essa continuação não só correspondeu ao que eu esperava, como também confirmou tudo o que eu já sentia pela história: essa duologia é realmente especial.

Uma das primeiras coisas que eu preciso destacar, sem dúvida, é a escrita da Rebecca Ross. Eu tenho um carinho enorme por autores que conseguem transformar palavras em algo quase sensorial, e ela faz isso com uma delicadeza impressionante. Existe um toque mágico na forma como ela constrói cada frase, cada cena e cada sentimento. É aquele tipo de escrita que parece envolver o leitor por completo, como se a gente realmente tivesse atravessado a porta para o mundo de Iris e Roman no instante em que a leitura começa. Tudo é descrito com tanta beleza e sensibilidade que fica muito difícil simplesmente largar o livro. Em muitos momentos, eu senti vontade de continuar lendo sem parar, porque a narrativa tem uma fluidez encantadora e uma atmosfera que prende de um jeito quase hipnótico.
Além da escrita, outro ponto que me conquistou completamente foi a forma como Rebecca Ross conduz o suspense e as reviravoltas. Nada aqui parece estar ali por acaso. A autora sabe exatamente como manter a atenção do leitor o tempo todo, sempre deixando aquela sensação de que algo maior está prestes a acontecer. E quando acontece, realmente funciona. Há tensão, há emoção, há surpresa, e tudo isso é construído com muito cuidado. O mundo que ela cria também é incrível por si só: os sons, os cheiros, os cenários, os detalhes da atmosfera... tudo contribui para que a experiência de leitura seja extremamente imersiva. Não é só uma história que a gente lê, é uma história da qual a gente participa emocionalmente.
"Como amo perder para você. Como amo ler suas palavras e ouvir os pensamentos que aguçam sua mente. E como eu amaria estar de joelhos diante de você agora, me entregando a você, e a você apenas."
Os personagens continuam sendo um dos maiores acertos dessa duologia. Em Promessas Cruéis, eu senti Iris muito mais confiante do que no primeiro livro. Isso me chamou bastante atenção, porque foi bonito ver como ela amadureceu e como sua inteligência aparece cada vez mais nas decisões que toma. Iris é uma personagem que não apenas observa os acontecimentos, mas age. Ela pensa, calcula, arrisca e quebra regras quando precisa conseguir o que quer. Essa coragem faz dela alguém muito feroz, muito forte e extremamente interessante de acompanhar. Ela não é uma protagonista passiva em nenhum momento, e isso só aumenta meu carinho por ela.
Já Roman tem um começo muito mais difícil neste livro. Sem querer entrar em spoilers, ele passa por uma situação extremamente dolorosa, sendo capturado por Dacre e perdendo a memória. Isso faz com que ele comece a história em um estado de fragilidade muito grande, quase sem conseguir pensar por conta própria e sendo forçado a agir conforme o que lhe é imposto. Foi muito angustiante acompanhar essa parte da narrativa, porque Roman é um personagem que já carrega muita coisa desde o primeiro livro, e vê-lo em uma posição tão vulnerável mexe bastante com a leitura. Mas o mais bonito é que, à medida que a história avança, a essência dele começa a reaparecer. Aos poucos, Roman vai retomando quem ele é, e isso faz com que ele se torne feroz de um jeito diferente, mas igualmente marcante.
“Querida E., O problema é que... Quero saber de você a qualquer hora. Quero ler suas palavras. Anseio por elas. Estou faminto por elas. - Seu, R.”
E eu preciso falar das cartas. Porque, sinceramente, uma parte enorme da magia dessa duologia está justamente na correspondência entre Iris e Roman. Eu fiquei muito feliz por poder ver os dois continuando a escrever um para o outro, porque esse elemento é uma das coisas mais bonitas da história. Em algum momento eu fiquei até com medo de que isso se perdesse, mas, olhando para trás, seria impossível imaginar essa trama sem o peso e a delicadeza que as cartas trazem para o relacionamento deles. Elas são muito mais do que simples mensagens. São um espaço de conexão, de esperança, de vulnerabilidade e de amor em meio ao caos. E isso faz toda a diferença.
“As palavras dela lhe deram força. Ele imaginou Iris datilografando à luz de velas, como se ela fosse sua gravidade.”
O relacionamento dos dois continua sendo um dos pontos altos da narrativa. Existe algo muito poderoso na forma como eles se constroem como casal, não apenas através da atração ou da química, mas principalmente através da forma como se entendem, se escrevem e se reconhecem mesmo em meio à distância, ao medo e à guerra. É um romance que vai muito além do óbvio. Ele tem profundidade, tem dor, tem esperança e tem aquela sensação deliciosa de que os sentimentos ali nascem e crescem de forma orgânica, sem pressa, mas com muita intensidade. Eu adorei isso.
Também achei muito bonito como o livro consegue equilibrar a beleza da escrita com a tensão da trama. Em muitos momentos, a história é bonita de um jeito quase doloroso, porque a delicadeza da linguagem contrasta com tudo o que os personagens estão vivendo. Isso dá ao livro uma força muito própria. Não é só um romance dentro de um cenário fantástico; é uma história sobre perda, resistência, coragem e sobre continuar mesmo quando tudo parece estar ruindo ao redor.
"As marcas diziam que ela era forte e corajosa, mas também que era dele. As almas deles não eram espelhos, mas complementos, constelações que ardiam lado a lado."
Sinceramente, eu poderia passar horas falando sobre essa duologia, porque ela realmente me marcou. Mas, sem querer entregar nada demais, eu só posso dizer que Promessas Cruéis foi uma continuação à altura do primeiro livro. Ele aprofunda a história, fortalece os personagens e mantém tudo aquilo que fez Divinos Rivais ser tão especial para mim. Foi uma leitura que me prendeu do começo ao fim, me emocionou em vários momentos e me deixou ainda mais apaixonada por esse universo.
No fim, o que mais fica é a certeza de que essa é uma daquelas histórias que a gente não esquece tão cedo. Rebecca Ross escreve com uma beleza rara, constrói personagens inesquecíveis e entrega uma narrativa que mistura magia, emoção e intensidade de um jeito muito único. Eu amei acompanhar Iris e Roman nessa continuação, amei voltar para esse mundo e amei ainda mais perceber como essa duologia conseguiu se manter tão forte até o final.
Se eu pudesse resumir minha experiência com Promessas Cruéis em uma frase, seria esta: uma continuação linda, intensa e emocionante, que só reforça o quanto essa história é especial.

PROMESSAS CRUÉIS - REBECCA ROSS
SINOPSE:
O amor deles acabará com a guerra ou destruirá o mundo?
Duas semanas se passaram desde que Iris Winnow voltou para casa com o coração partido, mas a guerra está longe do fim e a cidade de Oath permanece em estado de completa descrença e ignorância.
Apesar do perigo, Iris não hesita em voltar à linha de frente como correspondente de guerra para reportar os movimentos de Dacre. Afinal, é apenas uma questão de tempo até que a batalha chegue a outra cidade despreparada e prestes a ruir.
Até então desaparecido, Roman Kitt acordou no reino de Dacre sem se lembrar de nada do seu passado e, mesmo confuso, começa a escrever artigos em favor do deus. Mas quando uma carta misteriosa aparece em seu guarda-roupa, Roman terá que escolher, de uma vez por todas, entre ficar ao lado de Dacre ou trair o deus que o curou.
Embalada por um romance épico e repleta de fantasia, Promessas cruéis é a conclusão da duologia Divinos Rivais e da história de amor arrebatadora de Iris e Roman.




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