Este livro já estava na minha lista a um bom tempo, ouvi falar tão bem dele que venci a curiosidade e resolvi conhecer essa história a qual não me arrependi.
O livro começa com dois adolescentes diferentes da América Central, Citra e Rowan, de dezesseis anos, que são selecionados pelo Honorável ceifador Faraday, como seus aprendizes. Cada Ceifador encontra sua própria maneira de recolher, seu próprio senso de justiça e honra para aquelas vidas que estão para terminar - Sob o código estrito de moralidade e empatia de Faraday, Citra e Rowan aprendem a imensa responsabilidade e sofrimento necessários para se tornar um ceifador - embora apenas um deles vai se tornar um coletor, ambos levam as lições a sério.
Esses dois personagens se desafiam e se complementam; eles são colocados uns contra os outros de forma melodramática, mas nunca realmente vacilam em suas crenças centrais (embora sejam testados duramente - Rowan, em particular). Não há romance sentimental aqui, nenhum diálogo cafona ou melodrama prolongado. Em vez disso, Rowan e Citra são movidos por seu desejo de fazer o certo pelo mundo, mesmo que isso signifique o fim de suas próprias vidas.
Além dos personagens, porém, o que eu mais gostei neste livro é o quão complexas e cheias de tonalidades são as questões morais e a construção do mundo. Este é um mundo utópico: um onde crime, pobreza e ódio foram substituídos por altruísmo e paz. Em tal mundo, porém, a humanidade não tem pelo o que lutar quando são rejuvenescidos de volta à juventude, muitas vezes, isso pode resultar em um cansaço com o mundo. Para aqueles que são encarregados do poder de coletar, pode significar um fardo imenso ou uma licença para viver em excesso como deuses entre os deuses.
Pra terminar, amei esse livro, fiquei entretida por este livro, fiquei sem palavras por este livro. O ceifador é uma das minhas leituras favoritas de 2021 e entrará na minha lista dos 10 melhores do ano e já estou ansiosa pra conhecer o próximo da série.
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