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Resenha de Redeeming 6 (Chloe Walsh): Joey Lynch destruiu meu coração 🍒🍒🍒🍒🍒

  • Foto do escritor: Laatena
    Laatena
  • 23 de jun.
  • 9 min de leitura

Atualizado: 25 de jun.

Se você chegou aqui por acaso, preciso fazer um aviso: Redeeming 6 é o quarto livro da série Boys of Tommen e o segundo dedicado à história de Joey Lynch e Aoife Molloy. Para entender completamente tudo o que eles viveram até aqui, recomendo começar pelos livros anteriores da série. Inclusive, já compartilhei minhas opiniões sobre eles aqui no blog:



Agora, se você já conhece a trajetória da família Lynch e sobreviveu emocionalmente aos acontecimentos de Saving 6, chegou a hora de falar sobre um dos livros mais intensos, dolorosos e emocionantes de toda a série.


Redeeming 6 é o quarto livro da série Boys Of Tommen e o segundo dedicado à história de Joey Lynch e Aoife Molloy. Se em Saving 6 já conhecemos o início da relação dos dois e o peso que Joey carregava desde muito cedo, aqui Chloe Walsh aprofunda ainda mais esse universo doloroso, mostrando as consequências de tudo o que esses personagens viveram. É um livro enorme, mas que, ao mesmo tempo, parece passar rápido demais, talvez porque a quantidade de emoções seja tão intensa que a leitura nos arrasta completamente para dentro da história.



Esse é aquele tipo de livro que não dá para ler com o coração desprevenido. A autora conduz a narrativa de um jeito que faz a gente rir em um momento e, no seguinte, querer parar tudo para respirar, porque a tristeza vem com força. Redeeming 6 é uma verdadeira montanha-russa emocional, daquelas que fazem o leitor se apegar aos personagens de uma forma quase absurda. E, sinceramente, acho que essa é uma das grandes marcas da Chloe Walsh: ela não escreve apenas cenas marcantes, ela faz a gente sentir cada uma delas.


Minha relação com esse livro foi muito parecida com a que tive durante toda a série: eu amei, sofri, me emocionei, fiquei com raiva e saí completamente destruída no final. Mas, mesmo assim, preciso ser honesta: eu não curti tanto o desfecho quanto eu gostaria. Não porque a história seja ruim — muito pelo contrário —, mas porque senti que a Aoife não teve o final que merecia. A vida dela foi completamente destruída por tudo o que aconteceu, e, mesmo com o desejo de ser feliz ao lado do Joey e do bebê, o livro terminou com uma sensação de muita insegurança, tristeza e ausência de resolução. Ela passou por coisas demais, e no final parecia ainda mais quebrada do que acolhida. Isso me deixou muito triste por ela.


Ao mesmo tempo, eu amo o Joey. Eu amo a trajetória dele, o quanto ele luta, o quanto ele tenta seguir em frente mesmo quando tudo dentro dele parece já ter desmoronado. Ver a maneira como ele se reergue, ainda que aos pedaços, e continua escolhendo ficar por ela e pelo bebê deles, foi profundamente tocante. Joey é um personagem que parte o coração do leitor em silêncio, porque a dor dele é constante, cruel e muito humana. Ele se autodestrói ao longo de boa parte do livro, e ainda assim continua sendo uma presença que a gente não consegue abandonar. É triste, é pesado e, em muitos momentos, simplesmente devastador.

"—Estou me afogando de verdade, Aoife.-Não se preocupe, Joe. Não vou deixar isso acontecer. Não vou deixar você se afogar.— Promete? Dei um beijo na sua boca.— Prometo.—Te amo.—Também te amo."

Uma coisa que me afetou demais foi perceber o que a Shannon pensava do Joey em Binding 13 e como essa imagem se desconstrói em Redeeming 6. Nos primeiros livros, vemos o quanto ela o ama e o quanto acredita que ele está livre das drogas. Só que, aqui, percebemos que Joey nunca esteve realmente bem, ele apenas ficou melhor em esconder a própria dor. Essa revelação foi de partir o coração, porque muda completamente a forma como enxergamos tudo o que ele viveu. O sentimento de que ele achava que ninguém precisava dele só torna tudo ainda mais doloroso. É um retrato muito cru de alguém que passou a vida inteira tentando sobreviver sem realmente se sentir digno de ser amado.


E aí entra um dos pontos mais bonitos do livro para mim: a amizade entre Joey e Lizzie. Ver Lizzie salvando o Joey na mesma ponte em que a irmã dela se jogou foi um dos momentos mais emocionantes da leitura. Aquele trecho foi de uma força absurda. Foi impossível não me emocionar ao pensar no peso simbólico daquela cena, porque ali parecia haver uma troca real de salvação, como se Lizzie estivesse impedindo que outra vida se quebrasse da mesma forma. Foi nesse momento que eu passei a amar Lizzie de verdade. Ela ganhou meu coração de um jeito muito rápido, e eu já fiquei completamente ansiosa para conhecer melhor a história dela em Releasing 10. Tenho certeza de que ela ainda tem muito a mostrar.


Também gostei muito dos pequenos momentos de amizade entre Joey e Johnny, e da interação entre Gibsie e Joey. Gibsie, como sempre, traz aquele alívio cômico tão necessário em meio a uma história tão pesada. Ele é um personagem que consegue arrancar risos mesmo quando tudo ao redor está desabando, e isso faz muita diferença na leitura. Mas, mais do que engraçado, ele também se mostrou extremamente precioso dentro dessa história. Ver tudo o que ele fez pela Aoife e pelo Joey só reforçou o quanto ele é especial. Eu já gostava dele, mas depois desse livro eu passei a gostar ainda mais.


Falando em Aoife, é impossível não dizer que a trajetória dela também doeu muito. Acho que um dos aspectos mais tristes de Redeeming 6 é justamente observar como ela vai sendo consumida por tudo o que acontece ao redor. Ela já vinha carregando muita coisa desde os livros anteriores, mas aqui o sofrimento dela ganha outra dimensão. Em alguns momentos, senti que ela poderia ter tido mais espaço no final, mais foco, mais cuidado. A impressão que ficou é que ela foi sendo deixada de lado, como se sua dor existisse apenas em função da dor do Joey. E isso me incomodou bastante, porque Aoife é uma personagem forte, intensa e cheia de personalidade, e, em vários momentos, ela parece perder justamente essa essência.

"—Eu sei que você vai, Joe.—Você vai mesmo ficar do meu lado, né?-Parece que vou.—Sorri na escuridão.—Pelo anel. Pelo vestido branco. Pela cerca branca. Pelo jardim."

Além disso, foi impossível não sentir raiva do Kevin. Ele foi simplesmente insuportável do começo ao fim. A maneira como ele trata a Aoife e o Joey é grotesca, sempre rebaixando os dois, sempre se achando superior, sempre agindo como se tudo e todos devessem girar em torno do ego dele. É aquele tipo de personagem que você lê já querendo discutir com a página. Mesmo sendo irmão da Aoife, ele foi um verdadeiro banana, cruel e irritante o tempo inteiro. E, sinceramente, todos nesse livro precisavam de terapia. Todos mesmo.


Outro personagem que me deixou em choque foi o Teddy. O que ele faz com a Aoife é revoltante, e descobrir depois que ela já estava grávida só aumentou a minha raiva. Não tem outra palavra para ele além de nojento. Ele é a personificação da violência, da covardia e da destruição. Saber que ele tentou fugir pela janela depois de colocar fogo na casa dos Lynch me deixou possessa. Na minha cabeça, um homem como ele merecia muito mais do que apenas fugir das consequências. É o tipo de personagem que desperta uma raiva difícil de controlar.


Mas talvez o que mais tenha me destruído tenham sido as sessões de terapia do Joey. Aqueles trechos foram dolorosos de um jeito diferente. As falas dele eram tão sinceras, tão nuas, tão cheias de sofrimento, que eu simplesmente chorei junto. Era como se ele estivesse finalmente colocando em palavras tudo aquilo que o leitor já sentia desde o começo: o peso de existir, o cansaço de sobreviver, a culpa, a vergonha, o medo e a sensação de nunca ser suficiente. Foi impossível não se emocionar. E, depois disso, ver a Aoife após o parto foi outro choque emocional. A insegurança, o medo, o esgotamento, a tristeza, tudo nela parecia muito real. Como alguém que também tem medo de um dia enfrentar a depressão pós-parto, essa parte me atravessou de um jeito muito pessoal. Foi doloroso demais ver a Aoife passar por isso.

"—Ninguém que te conhece de verdade conseguiria te odiar—sussurrei, enxugando uma lágrima do seu rosto.—Se você entendesse o quanto significa pra essas crianças, o quanto te adoram, te admiram... Se você pudesse se enxergar com os olhos deles...—Soltei um suspiro trêmulo.—Você é muito importante pra tantas pessoas."

Mesmo com toda a tristeza, existe algo muito bonito na forma como Chloe Walsh escreve essa saga: ela não faz a gente apenas observar os personagens de fora. Ela faz a gente viver a dor deles. A autora cria uma conexão tão profunda que, em muitos momentos, parece impossível continuar lendo sem sentir um aperto no peito. É uma experiência visceral. E talvez seja exatamente por isso que esses livros marquem tanto. Eles não são apenas histórias sobre amor, são histórias sobre sobrevivência.


Apesar de tudo, o que mais ficou comigo foi o orgulho que senti do Joey. Depois de tudo o que ele passou, ele continuou lutando. Continuou tentando ser melhor. Continuou escolhendo ficar. E isso, para mim, foi uma das partes mais bonitas de toda a leitura. Joey não é perfeito, longe disso. Ele é quebrado, impulsivo, machucado e muitas vezes autodestrutivo. Mas ele também é alguém que tenta, mesmo quando acha que não merece tentar. E esse esforço me emocionou profundamente.

"—Estou te vendo, Joey Lynch-sussurrei, dando um beijo nos seus lábios rachados. —Você não pode se esconder de mim."

Outro ponto que eu amei foi a Edel. Eu já gostava dela desde os primeiros livros, mas aqui isso só aumentou. O amor que ela sente pelo Joey, e a forma como ele finalmente se permite receber esse amor, aquece o coração de um jeito muito lindo. Em meio a tanta dor, ver alguém oferecer afeto sem exigir que ele seja outra pessoa foi muito especial. Pequenos gestos como esse fazem toda a diferença em uma história tão pesada.

"—Vou fazer de tudo por essas crianças. Edel prometeu com a voz embargada.-Vou fazer de tudo por ele.—Tomara—falei no mesmo tom.—Porque ele vai melhorar, te prometo, e daí a sua família vai conhecer o verdadeiro Joey. E te juro que vocês vão se apaixonar por ele. Edel abriu um sorriso suave.—A gente já é apaixonada por ele, querida."

E, claro, também houve momentos que me fizeram rir muito. Essa série tem uma habilidade muito boa de equilibrar dor e leveza. Mesmo nos capítulos mais difíceis, Chloe consegue encaixar diálogos e situações que aliviam um pouco a tensão e fazem a leitura respirar. Isso é muito importante, porque sem esses momentos o livro seria quase insuportável de tão pesado. Mas, ainda assim, eu senti falta de alguns momentos mais felizes e mais valorizados nos capítulos finais. Depois de tudo o que o Joey passou, eu queria ter visto mais espaço para a alegria dele. Queria mais respiro, mais paz, mais felicidade sendo celebrada. Por isso, o final me deixou com a sensação de que faltou algo.


Ao mesmo tempo, não dá para negar que a história deles é linda. Ver uma amizade construída ao longo de tantos anos se transformar em algo tão forte é emocionante. E acompanhar a família Lynch finalmente livre, feliz e longe daquela casa foi simplesmente maravilhoso. A saída deles daquele ambiente foi um dos momentos mais satisfatórios do livro. Depois de tudo, eles mereciam exatamente isso: conquista, paz, segurança e um pouco de luz depois de tanta escuridão.


No fim, eu terminei Redeeming 6 com o coração completamente destruído, mas também cheio de esperança. É um livro que faz a gente gargalhar e, logo depois, desabar de tristeza. Um livro que provoca um verdadeiro turbilhão de sentimentos e que deixa uma marca profunda em quem lê. A trajetória de Joey e Aoife é marcada por dor, traumas, responsabilidades e escolhas difíceis, mas também por amor, sobrevivência e redenção.

"—A vida é minha e pretendo vivê-la do lado dela. Porque novidade, babaca: aquela garota é a minha vida. Ela e o nosso bebê. Se ela quiser um anel, ela vai ter. Se quiser uma casa, vai ter também. E, se ela quiser mais filhos no futuro, eu vou dar mais filhos pra ela. Vou dar o que ela quiser. Porque somos espelhos. Estamos juntos."

Ainda assim, meu sentimento final é agridoce. Eu amei a superação do Joey, amei acompanhar sua luta e sua força, mas senti falta de um final mais generoso com a Aoife. Ela merecia mais. Merecia ter sua luz resgatada por completo, merecia se sentir segura, inteira e feliz de verdade. E justamente por isso, apesar de amar essa história, saí dela com o coração apertado.


Redeeming 6 não é apenas um romance. É uma história sobre feridas profundas, sobre crescer cedo demais, sobre perder partes de si no caminho e, mesmo assim, continuar. É sobre família, sacrifício, vício, trauma e amor. E é também sobre como nem sempre amar alguém basta para curar tudo o que foi quebrado.


No final, o que fica é exatamente o que Chloe Walsh sabe fazer de melhor: uma história que destrói, emociona e permanece.



REEDEMING 6 – CHLOE WALSH SINOPSE:

Estou te poupando, seis.

Com seu mundo desmoronando ao seu redor e a pressão aumentando em casa, a vida de Joey Lynch nunca esteve tão conturbada. Desesperado para provar que é digno da única pessoa em quem já confiou, Joey luta para se manter longe de um mundo que ameaça destruir tudo. Mas, com as probabilidades se acumulando contra ele a cada dia, será que ele conseguirá se manter à tona?

Sem querer desistir do garoto que ama, Aoife Molloy luta para salvar seu melhor amigo da beira da autodestruição. Afogando-se em um mundo que não entende, guiada apenas pelo coração, Aoife se recusa a virar as costas para Joey, por mais desfavoráveis ​​que sejam as probabilidades.

Em meio a decepções e horrores, Aoife e Joey sempre se apoiaram mutuamente, e desta vez não será diferente. Aconteça o que acontecer.

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